Archive for the ‘Cultura em geral’ Category

Pensamento do dia: Especial de fim de ano!

dezembro 22, 2009

Pra se esquecer que não dá tempo pro tempo que já se perdia...

“Quem teve a idéia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial. Industrializou a esperança fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente.”

Carlos Drummond de Andrade

Retornando após o 11/09

setembro 13, 2009

Olá pessoal!

Depois de um período um pouco extenso de ausência, estou retornando às atividades do blog. Para aqueles que estavam se perguntando onde estava esse surtado, respondo dizendo que a agenda estes dias tem sido um pouco agitada: Depois de passar quase uma semana discutindo sobre os rumos do Serviço Social no encontro nacional do conjunto CFESS/CRESS, em Mato Grosso do Sul, ainda estive totalmente mobilizado no lançamento carioca do livro “Mídia, Questão Social e Serviço Social” (para maiores detalhes sobre o livro, leia o post anterior).

Não foi por acaso que escolhemos o dia 11/09 para este lançamento: Além do fatídico atentado às torres gêmeas norte-americanas,  nesta mesma data ocorreu no Chile o golpe militar que derrubou o governo de Salvador Alende e levou ao poder a ditadura Pinochet. Data marcante e que traz várias reflexões.

Separei então duas coisas para o post de hoje: a primeira é um vídeo da belíssima música “What´s Going on”, que imortalizada na voz de Marvin Gaye, se tornou símbolo da campanha norte-americana contra a AIDS. A segunda coisa é uma reportagem sobre como o 11/09 foi “comemorado” esse ano no Chile.

Fiquem à vontade e vamos embarcar novamente no expresso “Surto Coletivo”!

(A tradução está meio fraca, mas ajuda a quem não sabe inglês.. E pra quem quer ouvir a gravação imortal de Marvin Gaye, segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=jzPA-FrVu3I&feature=channel)

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Aconteceu: A morte do estudante mais velho do mundo e da cultura da educação

agosto 17, 2009
Nosso muito obrigado a Kimani por nos ensinar que nunca é tarde para aprender.

Nosso muito obrigado a Kimani por nos ensinar que nunca é tarde para aprender.

Em tempos em que se observa cada vez mais a acentuação do ataque à cultura de educação em vários níveis, recebi uma notícia que tem muito a ver com o tema e que, de certa forma, apresenta um forte caráter simbólico.

É sabido que no mundo e, mais especificamente, em nossa terra brasilis o analfabetismo e a baixa escolaridade ainda são parte de uma triste realidade. Tanto que foram incluídos nos Objetivos do Milênio estabelecidos pela ONU (para saber mais: http://www.pnud.org.br/odm/). A discussão destes temas na agenda mundial e em âmbito global tem direcionado esforços dos governos de vários países na redução e, quiçá, extinção desse quadro. (more…)

Vivendo na sociedade da mediocridade

junho 15, 2009
Se não for pra falar mais do mesmo, cuidado ao abrir a boca...

Se não for pra falar mais do mesmo, cuidado ao abrir a boca...

Estava pensando sobre umas coisas essa semana e cheguei a uma conclusão: a mediocridade é uma doença, um vício e, mas que isso tudo, um triste padrão social.

Acho melhor explicar essa alegação… Bom, infelizmente vivemos numa cultura em que o que se valoriza não é a excelência, não é a qualidade e tampouco a personalização. Pelo contrário, o que se nota é a padronização de comportamentos, a enquadração das pessoas e situações em rótulos e fórmulas pré-fabricadas, ou melhor, pré-concebidas (e haja pré-conceito/preconceito..). (more…)

Crítica cinematográfica: “Apenas o fim”.

junho 8, 2009
Érika e Gregório, química imbatível em tela

Érika e Gregório, química imbatível em tela

Esse fim de semana eu tive o prazer de assistir a essa pérola do cinema nacional. Dotado de lirismo ímpar e de uma linguagem clara e coloquial, a palavra que me vem à mente quando penso num adjetivo para esse filme é DESPRETENSIOSO.

E talvez essa seja uma das melhores definições para esse longa-metragem do diretor Matheus Souza, que estréia em grande estilo abordando as nuances de um amor entre o nerd e a bela garota “complicada e perfeitinha” (como bem diriam os Raimundos).

Gregório Duvivier encarna o típico nerd. Aquele cara que, assim como eu e você, cresceu vendo os cavaleiros do zodíaco, dá mais importância às suas memórias afetivas do que à moda e que no fundo é um eterno romântico. É impossível não se sensibilizar com a sua interpretação do cara que descobre que a mulher que ele ama está indo embora e que resta apenas uma hora para eles dois juntos. Difícil também é não se reconhecer nas falas recheadas de referências à cultura pop, que vão desde Transformers até Backstreet Boys.

Érika Mader também dá show tornando simpática uma personagem que, se mal dosada, poderia ser vista como egoísta e até insensível. No longa, Érika não economiza em talento para dar o tom certo à garota que sente um imenso banzo, uma saudade de tudo que ainda não viu (agoro eu tive que citar Legião…) e que por isso, decide partir.

A trama se desenrola no diálogo entre estes dois personagens e as pessoas que eles encontram no caminho. A tentativa dele em entender o porquê e dala em tentar se manter firme na decisão podem ser notadas claramente nas conversas, que ganham ainda mais com os improvisos do elenco.

A ação toda do filme se passa na PUC-RJ, faculdade onde os personagens estudam e o cenário passa a ser um terceiro elemento muito bem utilizado na narrativa.

Outro ponto positivo são as participações especialíssimas de atores como Marcelo Adnet, Natália Dill, Julia Gorman e  Álamo Facó.

Um filme bem escrito, com interpretações primorosas e muita sensibilidade. Um exemplo de que o cinema nacional tem sua renovação garantida sem apelar para nudez, violência ou a reprodução de fórmulas que deram certo no passado e hoje estão desgastadas pela repetição.

Um filme que eu aconselho para casais e solteiros, nerds e não nerds. Enfim, para todos os públicos e gostos.

Fico contente em saber que “Apenas o fim” é apenas o começo para Matheus e sua trupe! E fico aqui no aguardo de sua próxima obra.

Vida longa ao cinema de qualidade!

Top 5: Programas que informam sem ser chatos

junho 2, 2009
Será que há vida inteligente na TV? Descubra agora...

Será que há vida inteligente na TV? Descubra agora...

É muito comum lermos e ouvirmos que a televisão tem desempenhado um papel extretamente pernicioso na questão da informação. Se em alguns momentos o discurso é que a televisão aliena os telespectadores com suas novelas e produções ficcionais, em outros a argumentação é que as informações passadas são deturpadas, fragmentadas e transmitidas de forma superficial (segundo especialistas, é para que até o Homer Simpson consiga entender…).

Mas, se você não é o Homer e tem sede de informação passada com qualidade e até um pouco de humor, esse top 5 tem tudo que você quer e precisa!

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Polêmica: A lei de cotas e o acesso ao ensino superior.

maio 28, 2009

 Alguns rotulam como perpetuadora do apartheid existente na sociedade brasileira, outros como única chance de acesso de grande parcela da população… O fato é que as cotas para negros, pardos e indígenas em nossas universidades públicas já constituem um controverso tema de debate.

Se por um lado a determinação das cotas por fenótipo possibilita equívocos como o caso dos gêmeos brasilienses que tiveram classificação distinta (um foi considerado negro e outro não), além de dar margem para que pessoas preconceituosas elaborem discursos pejorativos e, em alguns casos, extremamente agressivas contra as pessoas que se encontram dentro das características físicas utilizadas como critério de elegibilidade.

Por outro lado observamos uma notória dificuldade da inserção dos negros e pardos (em sua maioria pobres) nas universidades públicas de nosso país e a inserção proporcionalmente maior de pessoas pertencentes às classes mais abastadas de nossa sociedade (em sua maioria brancas).

Entretanto, mais do que uma questão racial/étnica, a questão do ensino superior é uma questão econômica e social. A pauperização do ensino de base (fundamental e médio) aliada à ofensiva neoliberal contra o ensino público tem possibilitado que o ensino, que deveria ser acessível a todos, se torne matéria rara e cara… (more…)

Estréia

janeiro 14, 2009

            Olá! Esse é o meu primeiro post em blogs. Eu cheguei a criar um blog uns tempos atrás, mas tirei ele do ar antes mesmo de fazer a estréia. Por isso, não reparem nos possíveis deslizes :).

Vou começar os trabalhos falando de RPG, que, junto com os quadrinhos, são as coisas que movem o fórum que reuniu o povo aqui do Surto, na verdade. O objetivo, de fato, é falar sobre o Pathfinder RPG, que talvez se torne muito popular aqui no futuro.

 

Qual o motivo disso?

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Quadrinhos, filmes e seriados, lixo, arte ou estilo?

janeiro 12, 2009

Por Marck de Sousa

 

Quem gosta de Batman?

Quem gosta de Batman?

 

Quem nunca se empolgou com a clássica frase “É um pássaro? É um avião? Não, é o Superman!!!” ou “Criminosos são uma corja covarde e supersticiosa…” ? Quem nunca ficou arrepiado e empolgado quando Seya gritava “Me dê sua força Pégasus”? É verdade, que muitos curtem esses personagens mas poucos assumem abertamente que os acompanham mês a mês regularmente, seja nas bancas, na TV ou na própria  internet, através de sites e comunidades relacionadas ao assunto. Outro dia eu estava conversando com um antigo amigo e ele me perguntou se eu ainda curtia tais personagens ou acompanhava antigos seriados. Eu afirmei com convicção que sim, inclusive que colecionava. Ele então desabafou comigo que finalmente podia conversar abertamente sobre esse assunto com alguém…

É engraçado como muitas pessoas usam máscaras para poder se adaptar ou se sentirem aceitas por certos grupos. Meu amigo, por exemplo, ao comentar com seu atual grupo de colegas que gostava dos filmes do Jean Claude Van Damme e do Bruce Lee, foi severamente criticado por seus novos colegas. Desde então, ele parou comentar sobre o assunto com eles. Que atire a primeira pedra aquele que não tem um ídolo. Que atire a primeira pedra aquele que nunca amarrou um lençol no pescoço e pulou de uma cadeira (Eu quebrei um braço ao fazer isso.)

Acredito que as pessoas devam aprender a respeitar os gostos e hobbies de cada um, afinal, o termo “individuo” demonstra que somos diferentes um do outro, seja pela aparência, estilo, gosto ou preferência.

MAUS – Às vezes também somos os ratos?

dezembro 9, 2008

spiegelman-maus

Uma narrativa incisiva e emocionante sobre o Holocausto.

Olá à todos! Eu sou a Renata, e para estrear minha participação aqui, resolvi fazer uma breve crítica de MAUS, de Artie Spiegelman. Nesta HQ, cujo nome original é “MAUS: A Survivor’s Tale” (sim, ao contrário do que muitos pensam, o ‘Maus’ do título não significa pessoas que praticam maldades, mas simplesmente ‘Rato’ em alemão.), Artie conta a história de seu pai, um judeu polonês que sobreviveu à solução final dos nazistas, o Holocausto.

 

O que mais chama a atenção na HQ é obviamente o fato da representação zoomórfica que o autor deu aos personagens: os judeus são representados como ratos, os alemães como gatos, os poloneses como porcos. Ainda temos, não com tanto destaque na trama, os estadunidenses como cães, os ingleses como peixes e uma cigana que aparece como mariposa. Apesar disso, todos os personagens de Maus são terrivelmente humanos.

 

A primeira página já demonstra o soco no estômago que está por vir: Artie, pequeno, chega chorando ao seu pai dizendo que seus amigos o tinham deixado para trás. Vladek, o personagem principal da narrativa, responde: “Amigos? Seus amigos? Se deixar eles num quarto sem comida por uma semana, aí ia ver quem é amigo!”.

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