Feliz dia da tia solteira!

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Qual tipo de tia você? Independente? Sexy? Maternal? Não importa! Feliz dia da Tia!

Qual tipo de tia você é? Independente? Sexy? Maternal? Louca? Não importa! Feliz dia da Tia!

Estava dando uma atualizada rápida nos e-mails e “demais canais internéticos de comunicação” quando li uma notícia que informava ser hoje o dia da Tia solteira!?!

 

Não se sabe se a invenção da data comemorativa foi idéia de um machista convicto ou de uma mulher emancipada e desencanada, mas a questão é que bem ou mal o dia começa a ganhar divulgação e assumir espaço nas rodas de bate-papo.

Mas, se é pra falar sobre o tema, que tal lembrar que esta o conceito da “Tia solteirona” hoje já não é mais visto pela maioria das pessoas com a mesma conotação estigmatizante de tempos atrás. Se antes, a mulher tinha como papel social fundamental a reprodução em vários aspectos (tanto na geração de vida, quanto na educação/formação dos filhos), hoje o espectro de espaços sociais onde a mulher se encontra inserida se ampliou de forma considerável.

O conceito de família nuclear (papai, mamãe e filhinhos) co-habita com novos conceitos e formatos. O cuidado deixa de ser atribuição exclusivamente feminina e o mercado de trabalho passa a valorizar a presença de mulheres em seus quadros.

Revendo esses conceitos, há muito o que comemorar. Talvez o nome “dia da ria solteira” não seja o mais apropriado, mas que a data se transforme numa celebração das conquistas femininas ao longo desses longos anos.

Segue abaixo a reportagem do site “terra”:

Mulheres bem resolvidas comemoram Dia da Tia Solteira

Por Michelle Achkar

No dia 25 de setembro, comemora-se o Dia da Tia Solteira. A origem da data não é conhecida, mas a cada ano ganha mais divulgação. O fato é que hoje as solteiras não são apenas as que ficaram para titia, como costumava se dizer, mas sim mulheres que, por opção, privilegiam a carreira ou não têm pressa em oficializar um relacionamento.
Uma das principais justificativas para não se investir no casamento é o trabalho remunerado, que ganhou força nas últimas décadas. Apesar de não haver dados precisos sobre o número de mulheres solteiras – o censo demográfico realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a cada dez anos não pesquisa o fato – estudos localizados apontam crescimento no número de mulheres sem “parceiro oficial”.

Foi o que mostrou a tese de doutorado de Eliane Gonçalves Vidas no singular: noções sobre “mulheres sós” no Brasil contemporâneo. Segundo a pesquisadora, o senso comum e a mídia ainda pressupõem o casamento como condição privilegiada de saúde e felicidade, mas atualmente as mulheres solteiras não têm nada de solitárias e insatisfeitas.

“Morar sozinha é para elas um sinal de status. Esse estilo de vida as distingue socialmente como mulheres autônomas e donas de si”, disse Eliane. Mas, mesmo seguras de sua decisão, as mulheres não escapam a demonstrações de preconceitos.

A secretária bilíngüe Silvana Lupinetti, 46 anos, se sente menosprezada quando contrata serviços para realizar tarefas tidas como exclusivamente masculinas. “Quando preciso fazer algum conserto em casa ou no carro, sempre me perguntam se tenho marido ou namorado, o que acho muito constrangedor”, disse. “É como se fosse obrigatória a presença masculina.” Recentemente Silvana foi preterida na escolha de madrinha do filho de uma sobrinha por estar solteira. “Ela me falou que preferia um casal. Fiquei muito magoada e me senti defeituosa. Até porque quem garante que o casal vai ficar junto o resto da vida?”, disse.

Rir da situação
A secretária, que foi casada por 11 anos, e agora está solteira, mas namorando, diz que é preciso passar por cima dessas situações. É possível também encarar tudo com humor, como propõe o ator e escritor Claudio Benevenga, de Porto Alegre, autor da peça Como agarrar um marido antes dos 40, que volta a ser apresentada no dia 30 de outubro, na Casa Mario Quintana, na capital gaúcha.

“Aconteceu com uma amiga bem próxima. Observei que ela começou a ficar deprimida e a fazer várias coisas para conseguir conhecer alguém, porque beirava os 40 e ainda não tinha casado”, afirmou.

A amiga, uma profissional bem-sucedida tinha priorizado a carreira e nunca havia pensado em casamento. Na vida real e também na peça, a amiga adota várias estratégias, como namoro pela internet, encontros arranjados, tudo sem sucesso. “A mensagem é que coisas arranjadas não funcionam. A mulher pode fazer de tudo, mas existe, sim, uma hora para a pessoa certa aparecer”, disse.

A amiga continua solteira, e passou por tratamento médico para curar ao quadro depressivo, mas hoje encara a solteirice com mais tranqüilidade. “As mulheres hoje têm muito mais recursos para se cuidar, situação financeira mais confortável, mas o tempo traz alguns complicadores, como maior exigência, manias.”

Famosas e solteiras
Algumas celebridades endossam o coro em prol dos benefícios de ser solteira. Sienna Miller, que já namorou os atores Jude Law e Rhys Ifans, declarou recentemente que adora ficar sozinha. “À medida que envelheço, estou mais e mais confortável ficando sozinha. Estou num estágio da minha vida em que as coisas estão mais calmas e mais controladas”, disse a atriz de 27 anos à imprensa internacional.

A solteirice de Jennifer Aniston, 40 anos, é um dos principais assuntos sobre a atriz, desde sua separação do ator Brad Pitt, em 2005. Ela fala sobre o assunto na edição de setembro da revista Elle americana. “Se sou o símbolo do que parece ser a garota solitária tocando sua própria vida, que seja”, disse.

Hoje, o assunto faz parte até do discurso de adolescentes como a cantora e atriz Miley Cirus. Em julho, ela postou em sua página no Twitter o comentário: “Estou amando estar solteira, a vida é tão tranqüila”.

Etiqueta
Não importa se ela leva numa boa ou não. Alguns comentários ou perguntas não devem ser feitos a uma mulher solteira. Veja quais as piores frases:

– Tenho um amigo para lhe apresentar! (Se a pessoa não demonstra nenhum interesse em conhecer alguém ou a frase é colocada totalmente fora de contexto.)

– Está namorando? (Simplesmente não pergunte. Quando ela estiver, você saberá.)

– Vamos sair? Convidei um amigo para te fazer companhia. (Se essa pessoa “extra” não tiver nada a ver com o grupo ou a situação, não invente. Se você acha que sua amiga solteira vai ficar “sobrando”, simplesmente não a convide para sair com você.)

– Está passando do tempo para ter filhos! (Não é coisa que se diga em situação alguma, nem para mulheres casadas)

– Você não pensa em casar? (Provavelmente ela pensa, mas não precisa ser lembrada a todo o momento.)

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