Bem vindo ao Hotel Califórnia – parte IV

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Aquela noite realmente parecia não ter fim… E eu mal sabia que ela duraria muito mais do que aquilo…

Lilith já tinha decido fazia uns dez minutos e eu ainda pensava no que ela tinha me contado da transação entre Ivan e o tal Damon. Segundo ela, Damon curtia se reunir pra tomar umas e jogar cartas com o Ivan depois de fazer a transação. Esse seria o momento mais adequado pra meter a mão na bufunfa. O único problema seria o guarda-costas…

Jin, O Guarda-costas

Jin, O Guarda-costas

Segundo ela, essa tal Jin se orgulhava de ser uma arma viva. O cara atirava bem, era especialista em facas, matava com as mãos e se bobeasse até com o pensamento… Se eu quisesse pegar a grana, teria que dar um jeito nesse filho da mãe.

O pensamento tava começando a nublar. Eu ficava ouvindo vozes  que não paravam de jeito nenhum. Como saída, achei que ingerir mais uns bagulhos me ajudaria. Não que tenha feito algum efeito, mas pelo menos me deixou ligado pra continuar pensando no plano.

Eu poderia tentar roubar os dois em momentos diferentes, mas não sei se conseguiria fazer as duas ações sem ser pego… Eu poderia me contentar em roubar só um deles, mas eu queria tudo. .. Eu queria a grana, a droga e a mulher e era isso que eu iria ter! Ou pelo menos achava que teria…

Como combinado, Lilith disse a Ivan que estava cansada e iria se deitar um pouco. Eu a queria fora da linha de ação por dois motivos: o primeiro é que precisava de alguém que garantisse a fuga e me desse uma assistência se o bicho pegasse; o segundo é que eu não podia deixar que nada acontecesse com ela.

Eu fui até o meu quarto e peguei a arma que eu trazia comigo, uma velha .38, mas que teria que ser o suficiente naquela ação. Quando sai do quarto, pude ver Ivan entrando numa das salas que ficavam no segundo andar. O jogo iria começar ali e a aposta feita era maior do que eu pensava.

Como eu faria? Mataria os caras e sairia numa boa? Só ia assustar com a arma e torcer pra eles não me acharem depois? Era muita coisa em risco, eu poderia fazer do modo mais sinistro: Ia entrar, matar todo mundo e dar no pé com a garota que a essa hora deveria estar me esperando no carro do Ivan, mas tinha medo que os tiros chamassem muita atenção.

Eu me aproximei da porta com cuidado, mão na arma e olhando para os lados com cuidado. Já devia ser bem tarde, pois tudo estava em silêncio. Mas a minha percepção de tempo estava uma droga mesmo!

Botei na cara a mesma máscara que usei no assalto. Uma máscara que imitava a dos esquiadores, apenas com o furo para os olhos. Nas costas estava uma mochila velha que eu usaria pra carregar o conteúdo das malas.

Entrei na sala com a mão no bolso e pude ver Ivan e Damon sentados bebendo e jogando. O tal Jin estava perto da porta, mas não teve tempo de fazer nada. Eu então falei tentando fazer uma voz firme:

– Eu quero o que tem nas maletas.

 Damon olhou para mim como se eu não fosse nada e disse:

– Você tem certeza que quer isso?

Eu não entendi a pergunta. O cara queria me intimidar? Ele ia ver do que eu era capaz:

– Cala a boca, cara! Pouco me importa quem são vocês! Eu quero a grana e vocês vão me dar agora!

Ivan fez menção de levantar, mas eu apenas apontei a arma pra ele e joguei a mochila. Damon fez um sinal e ele se sentou. Incrível como o cara conseguia se manter no controle de tudo, mesmo com uma arma apontada pra ele. Damon olhou para mim e disse:

– Esse é um caminho sem volta meu jovem.

– Se você não calar essa boca agora, eu vou fazer esse caminho passando por cima de você! Agora coloca tudo nessa bolsa.

Jin pegou o conteúdo das maletas, colocou na mochila e trouxe até mim. Seus olhos orientais me estudavam de cima a baixo. Eu tava no auge da adrenalina. Quando ele estendeu a bolsa eu me distraí e ele teve a brecha que precisava. O cara puxou uma faca, não sei de onde e acertou o meu braço. A arma caiu no chão e nós dois caímos rolando pra fora da sala. Eu tinha que reconhecer que o cara era bom. E ele tava prestes a meter o punhal na minha garganta, quando eu acertei uma cabeçada nele.  Era o que eu precisava pra jogar o cara pro lado e pegar a faca. Nessa hora Damon e Ivan aparecem na porta atirando na nossa direção. Só tive tempo de rolar pelo corredor enquanto Jin era atingido por alguns dos tiros.

Eu comecei a correr com os dois atrás de mim e torcendo pra Lilith ter conseguido preparar a fuga. Agora eu estava chegando ao meu limite ali. Perseguido por mafiosos, totalmente louco, sangrando e preso numa pocilga no fim do mundo.

Correndo pelos corredores, eu vi uma porta entreaberta. Era isso ou continuar correndo sem rumo… Eu entrei e torci para eles não tivessem visto o meu destino. Eu só precisava escapar deles para fugir com Lilith. Ou era o que eu acreditava até aquele momento…

Continua…

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2 Respostas to “Bem vindo ao Hotel Califórnia – parte IV”

  1. Fabrício Bezerra da Guia Says:

    uau ,essa historia tá ficando interessante.beleza

  2. Garota em Apuros Says:

    Rapaz, muito bom!!!!

    Vou te seguir, tá? Quero saber o que vai acontecer.

    Meu blog também é assim, em seqüência. Dá uma olhada e, se quiser, pode me seguir.

    http://diariodeumagarotaemapuros.blogspot.com

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