Bem vindo ao Hotel Califórnia – Parte II

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Eu já estava no quarto me entupindo de pílulas roubadas há quase meia hora quando decidi conferir o que rolava no bar. Cara, aquelas pílulas me deixaram mais ligado que refletor de estádio em dia de final! Eu só queria esquecer que abandonei o meu melhor amigo… E que lugar melhor que um bar no meio do nada?

Eu entrei no bar e numa rápida olhada já vi que não era grandes coisas… Eu olhei pro barman e disse uma coisa que eu sempre quis dizer:

– Eu quero a melhor bebida que você tiver!

Ele olhou pra minha cara e disse:

– Não vejo essa disposição aqui há muito tempo! Conhaque ou vodka?

Caine, o barman especialista em mijo de gato

Caine, o barman especialista em mijo de gato

Pedi um conhaque e ele trouxe algo que parecia mijo de gato. Mas eu nunca fui exigente nem com álcool e nem com drogas, então bebi rápido e pedi o segundo. Ele sorriu e caprichou na dose. Tornei a olhar para os freqüentadores do local… Uma meia dúzia de gatos pingados espalhada pelo bar, um barman e uma rodinha de playboys. Nada interessante… Pelo menos até ela aparecer.

Do meio da rodinha saiu a mulher mais espetacular que eu já vi na minha vida! E ela parecia vir em minha direção. Ela se sentou do meu lado no balcão e pediu:

– O de sempre, Caine!

O barman botou um copo de vinho tinto pra ela e a mulher bebeu com vontade. Depois do terceiro gole, ela olhou pra mim com olhos que fariam um homem perder a sanidade e disse:

– Você é novo aqui… Meu nome é Lilith. Prazer em conhecer…

 

 

 

Lilith e suas curvas que parecem uma mercedes 1979

Lilith e suas curvas que parecem uma mercedes 1979

 

 

Chapado do jeito que tava, eu não sei como consegui dizer:

– Sal… Meus amigos me chamam de Sal, Mas você pode me chamar de Sal…

Ela se divertiu com minha idiotice e soltou um sorriso que eu mataria pra ver de novo.

– Eu acho que entendi, Sal. O que te trouxe aqui?

– To num daqueles lances de viagem pra conhecer tudo que eu ainda não vi…

Essa não foi a melhor resposta, mas foi melhor do que “eu to fugindo da polícia, depois de roubar uma farmácia e abandonar o meu melhor amigo”. Mas o mais impressionante foi que ela sorriu pra mim e disse:

– Aqui no Hotel Califórnia você vai mesmo ver muitas coisas… Espero te mostrar algumas… Agora tenho que voltar pros meus “amigos”.

Ela se levantou sorrindo e foi de novo pra junto do grupinho e eu fiquei olhando aquele corpo tentador. Eu tava tão vidrado que nem vi o barman se aproximar, até que ele disse:

– Eu não faria isso se fosse você…

– Hein!?!

– Lilith… Ela é do tipo de mulher que te faz desejá-la de qualquer jeito. Mas ela já tem dono… E o Ivan não é do tipo que aceita conversa. Acho que …

– Eu acho que a tua função aqui é me dar bebida e pelo que eu to vendo, você não ta cumprindo o teu trabalho direito! Agora me dá outro mijo de gato desse e fica quieto!

Só me faltava um barman olheiro… Eu não queria ninguém se metendo na minha maldita vida. Se eu não aceitava isso nem do meu velho, não ia ser um garçonzinho metido a besta que ia me dizer o que fazer! Ainda mais um que não parava de olhar pras coxas da mulher que tava me azarando. Se o namorado dela era brabo, isso pra mim só significava que o corno não era manso. Eu não ia ficar muito tempo no hotel mesmo… Daria o tempo certo pra uma transa antes de partir. Naquele momento eu decidi que aquela mulher seria minha. E parece que a diaba pensava o mesmo que eu, porque ela não tirou os olhos de mim depois do nosso papo.

Meia hora depois entra um cara no bar. O cara era grande, forte, parecia um russo e tinha uma cara de poucos amigos. Ele se aproximou da roda no momento que um dos “amigos” de Lilith ia lhe falar algo no ouvido. O infeliz nem conseguiu começar a falar. O “russo” já chegou dando uma pesada nas costas do cara, que rolou no chão, sendo chutado de todas as formas pelo russo que só parou depois que muito sangue havia corrido e o cara já tinha deixado de se mexer. O miserável do barman chegou perto de mim e falou:

 – Esse é o Ivan…

 Eu não tive tempo nem de responder, pois o tal Ivan veio na nossa direção puxando o braço da mulher e disse pro Caine:

 – Depois eu acerto tudo. Agora tira esse otário daqui.

 E saiu puxando a Lilith, que olhava disfarçadamente pra mim. No meio da confusão, eu percebo um papel caído nos meus pés. Abro e está escrito: “Me encontre no terraço daqui a 40 minutos”. Eu devo ter dado um sorriso, porque o Caine, antes de ir “limpar a bagunça” olhou pra minha cara e falou:

 – Cuidado com o que você deseja… Eu aprendi isso na prática…

 Eu não entendi e nem me interessei pelo que Caine tinha falado. Eu só quis mandar ele se danar e partir pra cima daquela mulher. Mal sabia eu que a noite estava apenas começando…

 

Continua…

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4 Respostas to “Bem vindo ao Hotel Califórnia – Parte II”

  1. Laís Lima Says:

    ahhhh adorei a maneira como vc escreve, é engraçado e intrigante!
    até fiquei com vontade de voltar aqui pra saber o resto da história

    parabens! 🙂

    da uma passada lá no meu
    http://projetogalo.wordpress.com

  2. Bruno Says:

    Eu não li a primeira parte, mas achei muito interessante a história.
    Mistura de suspense, romance… Vamos ver no quê vai dar isso!

  3. Paulão Fardadão Cheio de Bala Says:

    Não curti, parece forçado como a fala de uma tor canastrão num filme B norte-americano.

  4. Daniel Says:

    o ruim eh esperar para ver como termina…rs.

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