Política para quem precisa…

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Tu te tornas responsável por aquele que eleges... (Anão do Orçamento)

Tu te tornas responsável por aquele que eleges... (Anão do Orçamento)

Você abre o jornal (em papel ou online) e lá está a notícia de que atos secretos do senado foram utilizados para pagamento das mais estapafúrdias despesas pessoais de nossos políticos (como reformas em suas casas, cirurgias plásticas, etc). Você liga o rádio e ouve que mais um político foi preso envolvido com grupos de extermínio ou contraventores. Você liga a TV e o presidente diz que estes políticos não podem ser julgados como pessoas comuns e que devemos comparar seus feitos do passado com os atuais?!?! E o que você faz?

Muitos podem simplesmente responder que detestam política, que “político é tudo safado”, que “tinham que explodir o congresso”… Mas o que você, cidadão consciente de seus direitos e deveres, está fazendo nesse momento?

Alguns já devem estar pensando: “ih.. lá vem mais um desses textos chatos falando de política..”. Mas que outra alternativa resta para resistir e combater essa situação ridícula em que estamos? Seguir a lógica do avestruz (enterrar a cabeça na areia) não vai garantir a mudança na postura dos nossos “representantes”, ficar simplesmente chamando todos de “safados” e “corruptos” tampouco (além de ofender a meia dúzia que realmente faz algo de bom). Mas se isso não adianta, o que resta para nós fazermos?

Em primeiro lugar, sabermos quem são os envolvidos nos escândalos. Quem denuncia e quem é denunciado. Por que? Porque, infelizmente, atualmente o que se vê é uma grande leva de denúncias que, ao invés de visar a verdade e a justiça, na verdade tem como objetivo chantagens e manobras políticas. Grupos que cometem os mesmos crimes denunciam outros para aparecerem bem perante a população ou mesmo como forma de represália por não conseguirem alguma facilitação em seus interesses políticos e econômicos.

Isso desmerece a denúncia? Nem sempre. Só quando ela é infundada. Mas no caso da denúncia ser verdadeira, vale a pena pensar que poucos são os que denunciam por querer ver a verdade vir à tona e esses, geralmente são humildes trabalhadores que no final da estória, acabam ficando em condições piores do que quando se iniciou o processo de apuração. Infelizmente…

Outro ponto é que estes políticos corruptos não brotaram em seus cargos através de reprodução assexuada, abiogênese ou coisas do tipo (viu professora Kátia! Eu lembrei das aulas de biologia!) na verdade eles estão lá porque nós votamos neles! Nós os escolhemos para serem nossos representantes. E nós somos os reponsáveis por legitimar a corrupção e o “jeitinho brasileiro” como modo de vida socialmente aceito e amplamente divulgado. Nessa hora o leitor pergunta: Então quer dizer que nós os induzimos a roubar? Não! Mas nós demos a chave da casa aos ladrões e ainda dissemos que faríamos isso se alguém nos desse as chaves!

A política do “vou votar nesse porque ele rouba mas faz” e a concepção de que “vou votar em qualquer um… é tudo farinha do mesmo saco”. Tem contribuído de forma aterradora para a perpetuação desse quadro de governantes, mandantes, farsantes e afins. Enquanto não nos conscientizarmos que nosso voto é a nossa arma, vamos continuar a dá-lo aqueles que não o merecem e que virão a usá-lo como moeda de troca para regalias e maracutaia.

Tendo noção da força política que cada um de nós tem, fica muito mais fácil nos mobilizarmos para cobrar transparência e ética daqueles que nos representam. Fica mais fácil cobrar medidas punitivas para aqueles que desrespeitam as leis e agem contra os interesses do povo brasileiro. Vai ficar mais fácil discutir política com as pessoas e chegar realmente a conclusões sobre como mudar e como resolver problemas que nos perseguem há mais de 500 anos. Fica mais fácil cobrar que nossas vozes sejam ouvidas quando forem tomadas as decisões mais importantes, como aumentos de salários e venda de patrimônio público.

Mas isso tudo começa com um pequeno passo que é aceitar que toda ação é política (inclusive não querer falar sobre política) e que a frase “todo poder emana do povo” não foi colocada na constituição à toa!

Então, se nossas decisões, apoiadas em nossos poderes, são o que movimenta esse país.. Essa é a hora de assumir a responsabilidade pela nossa situação e se mobilizar. Proteste, acione a justiça, controle seu voto! Mostre a quem vive “vampirizando” este povo que nós não vamos aceitar isso de cabeça baixa, que “nós não estamos com a bunda exposta na janela pra passar a mão nela” (como diria o saudoso Gonzaguinha).

Mas isso dá trabalho… E aí? Vamos lutar pelo que é nosso ou vamos continuar sentados nas nossas poltronas pensando no que deveria ser?

Eu já fiz a minha escolha… Agora é com você!

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Uma resposta to “Política para quem precisa…”

  1. lari Says:

    Política é um tema cuja realidade exige um estômago forte.
    Eu não tenho sido tão coerente com meus princípios políticos quanto planejei ser. Mas essa é uma das coisas que está na minha lista de mudanças que não esperam o ano novo para acontecer. Estou caminhando e isso é importante!
    É claro que a complexidade da política requer mais atenção e conhecimento do que certos assuntos do cotidiano. E política é igual “LOST” se perder um capítulo fica difícil de acompanhar. Por outro lado, não faltam fontes para nos atualizar. Sendo assim, se as pessoas têm estômago para ler, ver e ouvir diarimente notícias sobre tráfico, assalto, estupro, pedofilia, assassinato e afins estariam se fazendo um grande favor se acompanhassem a política. E não estariam dando vazão à minha opinião de que é contraditória aguentar tantas notícias desse dia-a-dia e não se envolver com a política.

    😉

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