Vivendo na sociedade da mediocridade

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Se não for pra falar mais do mesmo, cuidado ao abrir a boca...

Se não for pra falar mais do mesmo, cuidado ao abrir a boca...

Estava pensando sobre umas coisas essa semana e cheguei a uma conclusão: a mediocridade é uma doença, um vício e, mas que isso tudo, um triste padrão social.

Acho melhor explicar essa alegação… Bom, infelizmente vivemos numa cultura em que o que se valoriza não é a excelência, não é a qualidade e tampouco a personalização. Pelo contrário, o que se nota é a padronização de comportamentos, a enquadração das pessoas e situações em rótulos e fórmulas pré-fabricadas, ou melhor, pré-concebidas (e haja pré-conceito/preconceito..).

E tal constatação pode ser acompanhada desde nossa infância, onde estipulamos que as meninas devem brincar de casinha e os meninos de polícia e ladrão (o pior é que hoje as crianças brigam querendo ser o ladrão!).

Depois disso, observamos nas escolas um outro exemplo clássico da massificação medíocre na forma como é tratado aquele aluno que sabe mais. Ele é considerado o diferente, a aberração, o destoante de toda a turma, ao invés de ser enxergado como um ser dotado de enorme potencial e dessa forma ser estimulado. Imaginem um mundo sem nerds como Martin Luther King, Jonh Lennon, Bill Gates, Isaac Newton e Albert Einstein. Independente das posições políticas de cada um, é impossível negar suas contribuições para o desenvolvimento de vários aspectos da vida moderna.

A massificação pela mediocridade é tão presente em nossa sociedade que a observamos até nas coisas mais simples como no que vestimos, falamos ou comemos. Você tem que se enquandrar em um dos grupos e para isso deve ser visualmente identificado como membro de um deles. Como exemplos, podemos citar a tribo dos Emos e suas roupas maquiagem pesada, a das patricinhas e mauricinhos com suas roupas de marca e carros caros e por aí vai, o movimento hip hop e suas roupas características… Não estou criticando roupas e hábitos de nenhum grupo neste texto. Os exemplos citados tem como objetivo mostrar que muitas vezes a sua aceitação como membro de um  grupo depende do reconhecimento de que você se “encaixa” nele.

Certa vez entrei numa discussão sobre um movimento social específico e fiquei indignado ao ouvir de um dos membros que o outro não tinha bagagem para discordar dele porque não tinha a mesma identificação visual com o grupo… E o pior é que a pauta da discussão era ações afirmativas para inclusão social! Vai entender…

Bom, com relação a toda essa padronização da vida cotidiana e a obrigatoriedade de que você tenha que se encaixar ou se adequar a algum modelo pronto para ser reconhecido como pertencente a algo, me reservo ao direito de citar uma bela música dos Titãs que diz assim:

“Será que eu falei o que ninguém ouvia? Será que eu escutei o que ninguém dizia? Eu não vou me adaptar!”.

Boa semana a todos!

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6 Respostas to “Vivendo na sociedade da mediocridade”

  1. Thaissa Says:

    Bom…acho que hoje…acho que por causa dessa massificação, os jovens são só essas modinhas, sabe? Não lutam mais por seus ideais, nem nada…é tudo sempre assim! e o pior é que vc está certíssimo fazendo este post!

    E é tudo assim! Até nas profissões…lembra quando ser professor era único e exclusivo só para mulheres?

    triste essas coisas…

    bom, beijinhos!

    gostei do blog!

  2. Breno Bastos Says:

    Mediocridade não é o mesmo que senso-comum? Penso que sim.

  3. Wander Veroni Says:

    Pra falar a verdade, não sou muito fã de rótulos. São poucas as pessoas que se identificam com um grupo social e permanecem nele por convicção, e não por modismo. Aliás, o ser humano é mutante! Mudar de opinião, de atitude, de corte de cabelo, de gosto musical faz parte da vida e do próprio amadurecimento. Gostei da reflexão do post!

    Abraço

  4. lari Says:

    Esse semestre eu aprendi uma nova teoria. Chama-se Teoria Culturológica. Ela explica um pouco do porquê essa mediocridade está presente em nossa sociedade, de modo a não conseguirmos nos livrar dela. Talvez você já conheça a teoria.
    Ela diz que estamos tão ‘acostumados’ a ser manipulados pelo sistema, que vivemos em um mundo de pseudo-liberdade. Acreditamos que somos capazes de fazer nossas próprias escolhas, mas muitas vezes não nos damos conta de que todas as opções que possuímos são frutos, produtos gerados por essa cultura manipuladora que nos rege. É um breve resuminho (breve mesmo), para dizer que estamos presos a essa mediocridade porque ela nos é imposta de uma forma tão natural, que muitas vezes nem percebemos. Achamos que somos dotados de liberdade de escolha sem saber que nossas opçõe se limitam a toda essa padronização, ou “senso-comum”.
    Tem muito mais, se tiver intresse é só pesquisar (ou pode falar comigo)
    😉

  5. Leandro Rocha Says:

    Oi Thaissa!
    Que bom que você gostou do nosso surto!
    Volte sempre!

    Olá Breno!
    Essa é uma boa questão! Mas acredito que a mediocridade seja ma parte do senso comum e não o senso todo. O senso comum é na verdade o conjunto de idéias comuns a um grupo sem uma necessária comprovação empírica, já a madiocridade é um sentimento de inferiorização. Pelo menos na minha concepção…

    Wander,
    Realmente a mutação é uma das melhores característias do ser humano, o problema é quando essa mudança parte de fora e não de nós.

    Opa!
    vou querer sim Lari.
    Vamos trocar umas idéias sobre esse tema.
    Adoro essa discussão.

    Um abraço pra você!

    Fiquem à vontade para visitar nosso “Surto Coletivo” e deixar suas opiniões!
    Abraços a todos!

  6. Paulo Pinto Says:

    Sete bilhões de “homo sapiens”. Vejam nosso manifesto !

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