O silêncio dos bons

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O que Martin Luther King, Che Guevara e eu temos em comum? O SONHO.   

Como diria o grande líder da luta pelos direitos civis Martin Luther King, “I have a dream”Eu tenho um sonho.

King, á época (1968) se referia, principalmente, ao sonho de ver negros e brancos podendo utilizar os mesmos serviços, ir e vir nos/dos mesmos lugares, serem (pelo menos civilmente) considerados iguais.

Guevara também morreu com um sonho, o da real conquista pela liberdade do ser, afirmando que quem sonha desfruta da liberdade do espírito, mas somente a LUTA garante a real liberdade na vida.

O meu sonho e a minha luta condizem com estes ideários, igualdade e liberdade. Mas não aquelas escamoteadas pela Revolução Francesa em 1789, mas sim aquelas descritas por King e Guevara. Igualdade e liberdade de todos os seres sociais, sem perder de vista que ambas devem ser sempre permeadas pela dignidade.

Igualdade: sonho que, tenho consciência, estar distante. Num mundo que segrega, que forma guetos de miséria e alienação, sei que esta conquista está distante…

Liberdade: outro sonho deveras distante. A epidemia de extermínio em massa que vivemos e assistimos atônitos no interior de nossas casas ou apartamentos, fingindo que estamos a salvo enquanto outros, que consideramos inferiores e ameaças, são extintos….esta epidemia não traduz liberdade…por vezes, nem de pensamento.

A dignidade, que deveria permear a vivência da humanidade, esta não espero mais em vida. Esta está extinta para a maioria do povo e somente será reconquistada quando eu não mais estiver aqui.

A ausência destes três pilares, que deveriam compor nossa existência, nos faz questionar: lutar pra quê? contra quem? Como?

A fome, a sede, a insalubridade, a morte eminente…a falta de dignidade aliena. Um povo alienado não luta. Isso então nos leva aos detentores do conhecimento. Mas qual conhecimento? O crítico certamente, não aquele conformado a realidade, ou que tende a conformar. Como diria Guevara, “O conhecimento nos faz responsáveis”. Porém, os únicos responsáveis até o momento são os detentores do conhecimento que aliena, que reproduz mazelas, que segrega, que extermina.

E os demais? Os críticos? Sei que estes ainda se reproduzem, mas tenho consciência que é em menos escala, com menos voz e com menor espaço. E é isso que me preocupa…pois, como diria Martin Luther King, “O que me preocupa não é o grito dos maus. É o silêncio dos bons.”

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