RPG: vencendo o preconceito

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Pelo menos uma vez na vida você já deve ter ouvido essa sigla… Ela pode significar várias coisas, como por exemplo Reeducação Postural Global (que eu preciso fazer…mas isso é assunto para outro texto..) ou Role Playing Game (nosso tema de hoje!).

O RPG é na verdade um conceito de jogo que reúne raciocínio lógico aliado a exercícios de interpretação e muita imaginação dos jogadores. Ao contrário dos muitos jogos de mesa (como cartas, dominós e jogos de guerra) o foco principal do RPG não é alguém vencendo os demais e sim o desenvolvimento de cada personagem, através da superação dos desafios encontrados pelo mesmo.

No RPG existem duas categorias básicas de participantes: o narrador e o jogador.

Ao narrador cabe a tarefa de “mestrar” o jogo, ou melhor, de criar o cenário e de coordenar as ações dos jogadores e seus resultados. A esse participante cabem os papéis de roteirista, juiz e carrasco, variando de acordo com a fluidez do jogo.

Os demais participantes são chamados de jogadores e são os responsáveis pelo desenvolvimento da ação na trama. Cada jogador é responsável por criar e interpretar um personagem e, agindo individualmente ou em grupo, buscar atingir o objetivo proposto para o seu personagem.

Vários tipos de cenários podem ilustrar uma partida, ou aventura, de RPG desde masmorras mediavais até plataformas espaciais, passando por castelos assombrados, futuros apocalípticos e momentos históricos da humanidade.

Independente de qual o personagem ou o local onde se passa o jogo, o mais importante é manter a coerência nas ações dos personagens, sempre utilizando muita imaginação e estratégia.

Entretanto, nos últimos anos a mídia tem evidenciado notícias referentes a suícidios e assissatos, buscando em alguns casos associá-los aos jogos de RPG. Em minha opinião é um movimento um tanto quanto preconceituoso e bastante simplista. É, no mínimo, reducionista a concepção de que o jogo de RPG por si só libere ou fomente o desejo de morte em alguém, sem que se busque compreender que outras instâncias da vida dessa pessoa estão comprometidas. É quase como afirmar que uma pessoa que se encontra em uma grave depressão se mata porque a personagem principal da novela das 20h perdeu o marido (muitas vezes há uma identificação dos telespectadores com os personagens da TV que supera em muito o vínculo forjado nos jogos de RPG). 

Outro mito é o de que os jogadores incorporam os personagens ou confundem suas vidas com as deles. Atualmente eu jogo em dois grupos de RPG: um sobre heróis da DC Comics (http://melhores.forumeiros.com/forum.htm) e outro sobre heróis da Marvel Comics ( http://marvelsuperrpg.forumeiros.com/index.forum). No primeiro eu interpreto um herói de borracha e no segundo um ninja mascarado e não lembro de ter me esticado por aí ou mesmo lançado shurikens em pessoas desavisadas. Retorno à teoria do comprometimento…

Enfim, até mesmo para compreender toda essa controvérsia em torno do jogo, vale a pena conhecer um pouco do que é o RPG. Assim fica mais fácil superar a ignorância e analisar livre de preconceitos.

Até a próxima!

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Uma resposta to “RPG: vencendo o preconceito”

  1. Tati Says:

    Há mesmo um preconceito sobre os jogadores de RPG, mas acho interessante, embora nunca tenha jogado.

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