
O pior é que a gente nem se dá conta... Ou não liga...

O pior é que a gente nem se dá conta... Ou não liga...

Um gato, com estilo, adoro lasanha e detesto segunda-feira.. Acho que sou o Garfield! (A parte do gato fica por conta da minha mãe..)
Por Marck de Sousa

Quem gosta de Batman?
Quem nunca se empolgou com a clássica frase “É um pássaro? É um avião? Não, é o Superman!!!” ou “Criminosos são uma corja covarde e supersticiosa…” ? Quem nunca ficou arrepiado e empolgado quando Seya gritava “Me dê sua força Pégasus”? É verdade, que muitos curtem esses personagens mas poucos assumem abertamente que os acompanham mês a mês regularmente, seja nas bancas, na TV ou na própria internet, através de sites e comunidades relacionadas ao assunto. Outro dia eu estava conversando com um antigo amigo e ele me perguntou se eu ainda curtia tais personagens ou acompanhava antigos seriados. Eu afirmei com convicção que sim, inclusive que colecionava. Ele então desabafou comigo que finalmente podia conversar abertamente sobre esse assunto com alguém…
É engraçado como muitas pessoas usam máscaras para poder se adaptar ou se sentirem aceitas por certos grupos. Meu amigo, por exemplo, ao comentar com seu atual grupo de colegas que gostava dos filmes do Jean Claude Van Damme e do Bruce Lee, foi severamente criticado por seus novos colegas. Desde então, ele parou comentar sobre o assunto com eles. Que atire a primeira pedra aquele que não tem um ídolo. Que atire a primeira pedra aquele que nunca amarrou um lençol no pescoço e pulou de uma cadeira (Eu quebrei um braço ao fazer isso.)
Acredito que as pessoas devam aprender a respeitar os gostos e hobbies de cada um, afinal, o termo “individuo” demonstra que somos diferentes um do outro, seja pela aparência, estilo, gosto ou preferência.
Bom, pessoal, essa é a primeira vez que eu escrevo algum artigo desse tipo para algum blog, site ou algo do gênero, então esperro que me desculpem os excessos.
A idéia para esse enorme texto me veio recentemente, após ouvir uma das infindáveis piadas sobre HQ’s que conhecemos bem, seguida da citação do A Sedução dos Inocentes. Espero que a leitura não seja muito chata.
Quem nunca ouviu piadas sobre a sexualidade de Batman e Robin?
Ou sobre a Mulher-Maravilha e tendências sadomasoquistas?
Quem não ouviu falar que as revistas em quadrinhos deturpam e corrompem as crianças? E que ler quadrinhos é coisa apenas de crianças e deficientes mentais?
Bem, certamente ao menos uma (ou mais) dessas expressões já foram ouvidas pelos leitores. Isso é algo que há décadas acompanha os leitores de quadrinhos, especialmente nas Américas. Mas como se propagou tais idéias? E por que motivo se manteve por tanto tempo? (mais…)

Uma narrativa incisiva e emocionante sobre o Holocausto.
Olá à todos! Eu sou a Renata, e para estrear minha participação aqui, resolvi fazer uma breve crítica de MAUS, de Artie Spiegelman. Nesta HQ, cujo nome original é “MAUS: A Survivor’s Tale” (sim, ao contrário do que muitos pensam, o ‘Maus’ do título não significa pessoas que praticam maldades, mas simplesmente ‘Rato’ em alemão.), Artie conta a história de seu pai, um judeu polonês que sobreviveu à solução final dos nazistas, o Holocausto.
O que mais chama a atenção na HQ é obviamente o fato da representação zoomórfica que o autor deu aos personagens: os judeus são representados como ratos, os alemães como gatos, os poloneses como porcos. Ainda temos, não com tanto destaque na trama, os estadunidenses como cães, os ingleses como peixes e uma cigana que aparece como mariposa. Apesar disso, todos os personagens de Maus são terrivelmente humanos.
A primeira página já demonstra o soco no estômago que está por vir: Artie, pequeno, chega chorando ao seu pai dizendo que seus amigos o tinham deixado para trás. Vladek, o personagem principal da narrativa, responde: “Amigos? Seus amigos? Se deixar eles num quarto sem comida por uma semana, aí ia ver quem é amigo!”.