
Será que essa pessoa no espelho sou eu?
Ele levantou da cama e se dirigiu ao banheiro. Com os gestos sendo realizados mecanicamente, ele lavou o rosto, escovou os dentes e se olhou no espelho… Mas o olhar que voltava no reflexo não era o dele. Era o olhar de um desconhecido familiar… Alguém que ele já vira antes em algum lugar, mas que definitivamente não reconhecia como sendo ele mesmo. Mas se não era seu reflexo no espelho, quem seria a enigmática figura que lhe olhava intrigada?
Quantas vezes nós não reproduzimos exatamente uma seqüência de ações como essa? Nós paramos por um instante à frente do espelho e escovamos nossos dentes, penteamos os cabelos ou mesmo ajeitamos um detalhe ou outro na roupa que estamos usando, mas quantas vezes nós paramos para olhar para aquela pessoa que está à nossa frente reproduzindo os mesmos gestos que nós?
E quando falo em olhar, me refiro a mais do que constatar que as olheiras estão bem acentuadas ou que a barba está por fazer… Eu me refiro a olhar no fundo dos seus próprios olhos sem medo do que iremos avistar lá.
E dentro do espírito dessa “viagem” que estamos fazendo, o que você diria para essa pessoa no espelho se ela pudesse falar com você?
“Oi! Obrigado por me ajudar a ser quem eu sou hoje.”
“Por que você não me impediu de fazer aquela coisa?”
“Será que eu tenho sido aquela pessoa que eu sempre quis ser?”
Como você imagina que seria a sua conversa com o seu desconhecido familiar? O que te diria aquele que te acompanha em todos os momentos e que agora está na sua frente, te encarando curiosamente no espelho?
As perguntas com certeza irão variar… As respostas também… Afinal, a criatura no espelho agora deixa de ser uma sombra, um acessório e, assumindo o seu papel de desconhecido familiar, nos traz a reflexão sobre essas questões.
Talvez o famoso fantasma do “E se..” apareça. “E se eu não tivesse me atrasado aquele dia?”, “E se eu tivesse dito que a amo antes dela viajar?”, “E se eu não tivesse aberto aquela porta?”…
Assim como os mais sensíveis aprenderiam a superar os melindres das críticas e os mais engraçadinhos teriam o seu momento de seriedade, os mais hipócritas se veriam nus diante de si mesmos. Sem meias verdades… sem subterfúgios… Apenas tendo que encarar a realidade.
As conclusões que surgirão a partir dessas indagações poderão vir carregadas de referências aos nossos sonhos, medos, dúvidas, decepções e outros sentimentos que nos libertam ou nos acorrentam, mas que são parte de quem somos.
Bom, eu posso até não saber como a minha conversa terminaria e nem mesmo como ela começaria, mas posso afirmar que, desde que comecei a escrever esse texto, eu já dei umas três olhadas para o espelho do quarto onde estou e posso adiantar que essa conversa está longe de ser curta…
Julho 6, 2009 às 9:23 pm |
Seu blog é muito bom meus parabéns!!
Abraços e muito sucesso!
ficaria muito feliz se você visitasse o meu
http://antoniopimenta.blogspot.com/
Julho 6, 2009 às 9:45 pm |
hehehe legal, vou me olhar no espelho, hehe
Abração do Saci!!!
Julho 29, 2009 às 3:36 am |
Escrevi hoje, uma história sobre uma mulher fantástica Dina, e ao procurar uma foto que expressava meu texto achei a que está com seu texto, perfeita.
Um Reflexo diz tudo, sei como é, tentamos encontrar quem somos, em nosso olhar,uma sensibilidade imensa.Parece loucura mas é uma sensação única e de um bem estar absoluto.Outro querendo desvendar a realidade, bem vindo ao clube.
Quando tiver tempo passe no meu blog, tenho certeza que irá gostar.
Parabéns.
beijos.